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Assunto: : Todos os dias
Enviado por: assis
8/27/2005

Outro dia me peguei pensando alto algo do tipo: que delícia ter vontades... Até me assustei com o rompante de sinceridade... E depois fui logo analisar o que aquilo queria dizer exatamente, fui tentar entender. Percebi que ter vontades é justamente o oposto de ser blasé, de não achar graça em nada, de se acostumar com a mesmice. Não adianta reclamar que a vida está sem graça porque, às vezes, a vida fica sem graça mesmo. Só que a vida pode até continuar com a mesma cara sem graça e a gente achar a maior nela. E, olha, não precisa estar apaixonado, não! Onde está, então, a diferença? Bem, quem sou eu para dar respostas? Mas, acho que o que mais conta é o cotidiano: quando a gente começa a achar graça nas coisas do dia-a-dia, na bandeja do café da manhã, no enrosco no chão com o cachorro, na turma da academia, nos colegas de trabalho. Aí está o pulo do gato. Mesmice? É sim, mesmice, sim senhor. Mas cheia de vontades: de passar o fim de semana no Rio, de tomar um sorvete à meia-noite e até passar seis meses praticando ioga na Índia. Ou algo que você inventar... Experimente! Autoria de Joyce Pascowitch